quarta-feira, 4 de setembro de 2013

comunicação ou não

cultivar-se como indecifrável
tentar abrir-se afável

a verdadeira comunicação
em verdade tão difícil
não são e não só palavras,
mas ao outro atenção. 

para estabelecer a ponte
de algum modo sempre responder
se subir sozinho o monte
sozinhos caminhos a percorrer

quarta-feira, 18 de julho de 2012


o bar, o trabalho, a casa

o sol bate no rosto
carancudo da noite longa
noite de muitos anos
a carícia do sol
virou porrada
e o cigarro carícia
antes do café da manhã

nossas jóias da insatisfação
de ouro, açúcar, pano, nariz torcido
acessórios personalizados
humanos coisificados em opções
de estilo
penduradas em nossos corpos
os olhares

em nossas casas
quase nada necessário
em nosso tempo
tudo de revogável

o charme do cansaço
procurado, vagado, perdido
que zomba do cansaço
trabalhado que zomba do vagado
a crítica
da noite
ao dia
da cerveja ao refrigerante
e do refrigerante ao suco orgânico

o que fazem essas pessoas?
o que esperam da vida?
dizem de todos os montinhos
como pode o sujeito?
que tristeza!
que tristeza...
sermos montinhos

sexta-feira, 29 de junho de 2012

coadjuvante ou ator principal da própria existência


a maioria pinica-se com o ácido 
da coadjuvância sobre a pele
já ao menor desafio 
por que eu? por queeee?
oh vejam aquele que não sofre...

desses ecos a história está cheia
são como um pano de fundo

só quando têm bons momentos
sentem-se nas rédeas do próprio drama
sim, esse sou eu! VEJAM,sou eu, sou eu!!!

de atores principais
que ao agrado e desagrado
são eles
a história não está cheia
mas marcada para sempre
por suas pegadas luminosas.

domingo, 27 de maio de 2012

LOVE WILL







ó meu amor eu rezo
nada de baixo arrastará nossos corações

nunca mais as velhas ilusões
nunca mais limitar a beleza
que sai da sua, minha 
e mais,
da nossa natureza


eu sinto a cura
sinto por vc um amor que perdura
sua aparência demais me encanta
e sei que a juventude avança
porém positivemos um ao outro
e mais velhos estaremos puros, crianças


não haja impedimento
caiam as barreiras ao som de nossa harmonia
correntes com toda matéria passageira
se soltem de nós 
enquanto desfrutamos de um sempre mais puro amor


quero que me leves
pelas montanhas, mares 
florestas e até desertos
de sua alma
lhe mostro meus esconderijos rejubilantes
e tudo que passamos e passaremos
 re-conhe-seremos juntos, curados.

quinta-feira, 29 de março de 2012

-saudade das velhas noites estreladas -




saber levar o fardo
nos dias que fazem laços
exigência é ruim ao espontâneo
que também não responde sozinho
(como quer a ilusão)
por uma vida

di vi di da
de ver de dar
compartilharada terra
dos frutos fartos

não há de estar farto de
com-preender na noite tranquila
onde se descansa
oq um espírito amigo quer dizer

em poucas décadas
a noite de ver o céu em serenatas
foi trocada por paredes e luzes
falsas que ofuscam as reais estrelas
através daquelas doentes
símbolos dos lazeres
desgastantes
onde ser estrela é no close
da máquina

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012





e o que virá, virá


e o que será, será

e mudará

e recomeça, e entra nessa



na vida há um sinal

em cada porta que se escolhe

por isso ore e ore e ore



passos conscientes

neste corredor de luz

das portas escolhidas

outras se abrirão

conforme a real natureza de então.



um estado de consciência

uma história

particular vibração

em um, dois e todos.



bebeu de uma fonte pisou num lamaçal morou no morro esteve entregue à nostalgia lamentou a aparência adorou a aparência esqueceu a essência mergulhou nas próprias evidências fez um filho terminou o ensino médio só sabe assinar hoje é menino



ontem já foi e amanhã ainda será

mas todos estão sempre sendo.

domingo, 16 de outubro de 2011

sensa-mor


agudas resoluções estomacais
graves aos ouvidos onde ouve-se abrir e fechar de tímpanos
mistura do inimaginável com a imaginação
está fadado o caldeirão do amor
a sempre borbulhar descobrimentos
do encoberto

abre-se a garganta
e respira
num alívio imediato nem se sabia antes de quê
a tranquilidade tem cheiro de lugares por onde já passei
uma árvore, uma casa antiga
ali esteve o amor comigo
agora está
do aqui e agora
conjugando paralelamente
o não aqui e não agora

agora minha alma não chora
daqui em diante
regenera e revigora

entramos na cachoeira viva
estou agora ainda com mais vida
não egoísta será o amor que me chama
a espalhar o mesmo despertar à raça humana.

para Williamn S.