sexta-feira, 9 de abril de 2010

borracheira em linhas

o corpo num pêndulo

borracheira

passando por pólos

sem saber como a agulha


só pode apontar o norte na bússula

e a areia o sul na ampulheta

há de se soprar essa areia na cara do vento e dizer valha-me deus!

que não aguento mais encruzilhadas!

se do inferno é o fogo
que água acabaria com o meu
e enfim minha cinza na terra?

cinzas
dias
tropeção nos trópicos

o giro da face qualquer reta em ângulos certos de seu propósito

está você sabe onde?

nem eu.

Um comentário:

Le Monde Moi disse...
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