Eu não serei a sua fuga
De ser quase todas prefiro
Ser Anenhuma
Sereia do teu mar
De migalhas formigas
Constroem túneis
Para longe
Passe reto
Hoje me revejo inteira
Hoje tudo é demais
Lindo aspecto se fez
Do que era espectro
Passo plena do dia e da noite
Carregando estações em ramalhete
Nos braços
E o benefício de não querer mais
o controle de tudo
Controle tão remoto
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
terça-feira, 22 de janeiro de 2019
Retorno ao voo
Eu não tinha mais
o benefício da palavra
eu não era algo ao
mas sim o vento
o que ele diz?
como soamos juntos?
um arrepio quente...
me pergunto.
sonha... que amanhã nada é de graça
fora a graça
em se viver o presente
seja frio ou quente
se calarem-te o espanto
cessa o canto
e o tanto...
daquele tango
de sua alma.
o vôo livre de volta pra casa
é uma ciranda (em que aparece seu rosto afável meu amor)
tempo cíclico
destrói Shiva
minhas ilusões
acalma Krishna
minhas paixões
nina Mãe uma
mente cansada
me ensina ser luz
meu Jesus
brilha o sol aos afazeres
como aos lazeres; não se
entardeça sem enternecer
eterno ser
sempre mais
terno.
não fujas senão do ódio
há que se ver quando existe
um ciclo que já se cumpriu
acabou o inverno
só, você não viu?
somente sol
solta o que não reside em ti
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
comunicação ou não
cultivar-se como indecifrável
tentar abrir-se afável
a verdadeira comunicação
em verdade tão difícil
não são e não só palavras,
mas ao outro atenção.
para estabelecer a ponte
de algum modo sempre responder
se subir sozinho o monte
sozinhos caminhos a percorrer
tentar abrir-se afável
a verdadeira comunicação
em verdade tão difícil
não são e não só palavras,
mas ao outro atenção.
para estabelecer a ponte
de algum modo sempre responder
se subir sozinho o monte
sozinhos caminhos a percorrer
quarta-feira, 18 de julho de 2012
o bar, o trabalho, a casa
o sol bate no rosto
carancudo da noite longa
noite de muitos anos
a carícia do sol
virou porrada
e o cigarro carícia
antes do café da manhã
nossas jóias da insatisfação
de ouro, açúcar, pano, nariz torcido
acessórios personalizados
humanos coisificados em opções
de estilo
penduradas em nossos corpos
os olhares
em nossas casas
quase nada necessário
em nosso tempo
tudo de revogável
o charme do cansaço
procurado, vagado, perdido
que zomba do cansaço
trabalhado que zomba do vagado
a crítica
da noite
ao dia
da cerveja ao refrigerante
e do refrigerante ao suco orgânico
o que fazem essas pessoas?
o que esperam da vida?
dizem de todos os montinhos
como pode o sujeito?
que tristeza!
que tristeza...
sermos montinhos
sexta-feira, 29 de junho de 2012
coadjuvante ou ator principal da própria existência
a maioria pinica-se com o ácido
da coadjuvância sobre a pele
já ao menor desafio
por que eu? por queeee?
oh vejam aquele que não sofre...
desses ecos a história está cheia
são como um pano de fundo
só quando têm bons momentos
sentem-se nas rédeas do próprio drama
sim, esse sou eu! VEJAM,sou eu, sou eu!!!
de atores principais
que ao agrado e desagrado
são eles
a história não está cheia
mas marcada para sempre
por suas pegadas luminosas.
domingo, 27 de maio de 2012
LOVE WILL
ó meu amor eu rezo
nada de baixo arrastará nossos corações
nunca mais as velhas ilusões
nunca mais limitar a beleza
que sai da sua, minha
e mais,
da nossa natureza
eu sinto a cura
sinto por vc um amor que perdura
sua aparência demais me encanta
e sei que a juventude avança
porém positivemos um ao outro
e mais velhos estaremos puros, crianças
não haja impedimento
caiam as barreiras ao som de nossa harmonia
correntes com toda matéria passageira
se soltem de nós
enquanto desfrutamos de um sempre mais puro amor
quero que me leves
pelas montanhas, mares
florestas e até desertos
de sua alma
lhe mostro meus esconderijos rejubilantes
e tudo que passamos e passaremos
re-conhe-seremos juntos, curados.
quinta-feira, 29 de março de 2012
-saudade das velhas noites estreladas -
saber levar o fardo
nos dias que fazem laços
exigência é ruim ao espontâneo
que também não responde sozinho
(como quer a ilusão)
por uma vida
di vi di da
de ver de dar
compartilharada terra
dos frutos fartos
não há de estar farto de
com-preender na noite tranquila
onde se descansa
oq um espírito amigo quer dizer
em poucas décadas
a noite de ver o céu em serenatas
foi trocada por paredes e luzes
falsas que ofuscam as reais estrelas
através daquelas doentes
símbolos dos lazeres
desgastantes
onde ser estrela é no close
da máquina
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
e o que virá, virá
e o que será, será
e mudará
e recomeça, e entra nessa
na vida há um sinal
em cada porta que se escolhe
por isso ore e ore e ore
passos conscientes
neste corredor de luz
das portas escolhidas
outras se abrirão
conforme a real natureza de então.
um estado de consciência
uma história
particular vibração
em um, dois e todos.
bebeu de uma fonte pisou num lamaçal morou no morro esteve entregue à nostalgia lamentou a aparência adorou a aparência esqueceu a essência mergulhou nas próprias evidências fez um filho terminou o ensino médio só sabe assinar hoje é menino
ontem já foi e amanhã ainda será
mas todos estão sempre sendo.
domingo, 16 de outubro de 2011
sensa-mor

agudas resoluções estomacais
graves aos ouvidos onde ouve-se abrir e fechar de tímpanos
mistura do inimaginável com a imaginação
está fadado o caldeirão do amor
a sempre borbulhar descobrimentos
do encoberto
abre-se a garganta
e respira
num alívio imediato nem se sabia antes de quê
a tranquilidade tem cheiro de lugares por onde já passei
uma árvore, uma casa antiga
ali esteve o amor comigo
agora está
do aqui e agora
conjugando paralelamente
o não aqui e não agora
agora minha alma não chora
daqui em diante
regenera e revigora
entramos na cachoeira viva
estou agora ainda com mais vida
não egoísta será o amor que me chama
a espalhar o mesmo despertar à raça humana.
para Williamn S.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
revoada de pássaros ao meu amor apavorado
poderia assim
ser tão bom assim
e ainda assim o sim
a mim endereçado?
minha pouca crença
faz não voar com os pássaros
sem oprimir-lhes com a
(já sei opaca) razão de ser
que parcas vezes atinge a razão do ser
e o amor fica descrente, doente
ou falta intenção no prana
que já sabes tem a substância
que dos pássaros também emana
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A cura e o surrealismo como exercícios miméticos
Retomo um modo de percepção estética que estava escondida, como a lua que se esconde agora, atrás do prédio que fica logo à frente minha janela. A diferença de agora para o período em que esteve ela aflorada em mim antes dos meses em que ela hibernou, é que a natureza (meu sempre preferido "objeto" de contemplação estética) têm se mostrado, consoante com a materialidade que têm as variadas formas de vida que emanam do ecossistema terrestre, estas formas estéticas transmitem a harmonia da vida em si, pousada em variáveis sistemas do universo . A experiência mimética a que Benjamin se refere em A doutrina das semelhanças, era, segundo o autor, muito mais aflorada nos povos antigos; a capacidade de nos sentirmos ligados ao todo, ou a um pensamento comum, um arquétipo, num momento ou em vários, da existência. Muito se tem feito uso de palavras como "todo", e "uno", de maneira errônea.
Porém nos campos da ciência, novos avanços são feitos a cada dia esclarecendo que em momentos em que a mente humana se conecta com maior perfeição a arquétipos ou forças para além da compreensão de uma visão profana e racionalista, a frequência cardíaca, etc, aumenta veementemente; ou seja, a influência do diferente funcionamento da mente é visível ao corpo,
nestes estados em que curas de doenças são realizadas, a passagem de mensagens de espíritos através de médiuns, etc; nos lembra que o xamanismo traz em suas raízes intencionais, aquela de religar domínios que estavam separados na experiência, para realizar as curas.
A regra surrealista de não repetir-se parece ser de especial ajuda . A percepção quando estamos atentos ao instante é geral, os objetos são vistos, em diferentes planos, ondas sonoras chegam colorindo qualquer momento do dia ou da noite, a música é sagrada, amém, digo na mata.
meu inconsciente já montou os mais selvagens cavalos
e quando aprendia a andar à cavalo, e corria,
sonhava estar dirigindo um fusca, aos cinco anos.
domingo, 19 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011

o amor me leva como autômata
à sua morada
se fujo a onda afoga
ó saveiro...
não pode fugir
ao chamado do mar
procura-se a lareira sem entraves
mas da mão inteira dando apenas o dedinho
não se caminha como queres
por esses mágicos lugares
longínqua casa ao recanto do rio
espio
do ponto em que se passa por várias camadas
combustível inocente rodopio
vislumbra-se crânios iluminados
mandíbulas soltas
ao mesmo passo que
lobos mostram caninos
sinuosos passos felinos
coexistem dimensões no transe do ouvido
asas ou tímpanos abrem e fecham
por que perguntar numa hora dessas, susurra o vento
à nativa solitária
quando as aves já estão em casa?
pousa a mão em teu coração...
terça-feira, 10 de maio de 2011
tupã e a erva mate, a saudade

dubiedades da saudade:
por mim seria só sua.
"Tupã mostrou ao cacique uma árvore grande, de folhas verdes. Dessa árvore mandou que o índio retirasse, secasse e torrasse as folhas, fazendo com elas uma bebida amarga e quente, mas deliciosa. Seria sua companhia para quando ninguém estivesse junto a ele. Para preencher o vazio da saudade. E assim foi criada a erva-mate." (retirado de http://hernehunter.blogspot.com/2009/11/tupa-e-erva-mate.html).
quarta-feira, 4 de maio de 2011
dois assobios ao ouvido
o outro.
fazer tudo por si só
só mente...
solidão de sobra.
nessa kit
tem net
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Pra onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
E o vento que toca nas folhas
Contando as histórias que são de ninguém
Mas que são minhas e de você também" (dindi - tom jobim)
espírito que canta (itamar assumpção)
Andando por aí eu encontrei o espírito que anda
Que vinha caminhando juntamente com
O espírito de porco que disse não estar eu sacando
O espírito da coisa e nunca mais eu encontrei a
Minha paz de espírito
Voando num boeing encontrei outro espírito que voa
Voando a mil por hora, juntamente com o pai
E a mãe, o filho e o espírito santo, que
Disse não estar eu voando de espírito
Tranqüilo e nunca mais eu encontrei
O meu estado de espírito
Cantando por aí que encontrei
Os espíritos que tocam
Que vinham caminhando juntamente com
Os espíritos que cantam
Disseram não estar eu cantando
Como cantam os cantores
E foi assim que encontrei
O meu espírito crítico
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Necessito sair deste domínio
de estar aqui no taciturno noturno
quando é dia!
Awake!
sábado, 23 de abril de 2011
sem voz, sem nós
se fosse para encontrar o amor numa mesa de paz
me levantaria aliviada
mas o furacão tem me feito contumaz
morada
confusa com oq a mim se destinou
fico de mãos ainda tristes
no chão da memória que não encontrou o valente
combatente
pensamento reto
dado de mão beijada ao eles, vós...
ficou sem voz, sem nós.
quinta-feira, 17 de março de 2011
tranquila
huuuuumummmm
respiroguiço moleza
tran(cosebarrancos)quila
a vida qui-la
sempre
qui-los
sempre
enfadonho fardo ao brinquedo
sairá no espaço-beijo
a sujeira
do olho cego
de matéria
passageira.
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