quarta-feira, 11 de janeiro de 2012





e o que virá, virá


e o que será, será

e mudará

e recomeça, e entra nessa



na vida há um sinal

em cada porta que se escolhe

por isso ore e ore e ore



passos conscientes

neste corredor de luz

das portas escolhidas

outras se abrirão

conforme a real natureza de então.



um estado de consciência

uma história

particular vibração

em um, dois e todos.



bebeu de uma fonte pisou num lamaçal morou no morro esteve entregue à nostalgia lamentou a aparência adorou a aparência esqueceu a essência mergulhou nas próprias evidências fez um filho terminou o ensino médio só sabe assinar hoje é menino



ontem já foi e amanhã ainda será

mas todos estão sempre sendo.

domingo, 16 de outubro de 2011

sensa-mor


agudas resoluções estomacais
graves aos ouvidos onde ouve-se abrir e fechar de tímpanos
mistura do inimaginável com a imaginação
está fadado o caldeirão do amor
a sempre borbulhar descobrimentos
do encoberto

abre-se a garganta
e respira
num alívio imediato nem se sabia antes de quê
a tranquilidade tem cheiro de lugares por onde já passei
uma árvore, uma casa antiga
ali esteve o amor comigo
agora está
do aqui e agora
conjugando paralelamente
o não aqui e não agora

agora minha alma não chora
daqui em diante
regenera e revigora

entramos na cachoeira viva
estou agora ainda com mais vida
não egoísta será o amor que me chama
a espalhar o mesmo despertar à raça humana.

para Williamn S.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

revoada de pássaros ao meu amor apavorado



poderia assim
ser tão bom assim
e ainda assim o sim
a mim endereçado?

minha pouca crença
faz não voar com os pássaros
sem oprimir-lhes com a
(já sei opaca) razão de ser
que parcas vezes atinge a razão do ser

e o amor fica descrente, doente
ou falta intenção no prana
que já sabes tem a substância
que dos pássaros também emana

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A cura e o surrealismo como exercícios miméticos


Retomo um modo de percepção estética que estava escondida, como a lua que se esconde agora, atrás do prédio que fica logo à frente minha janela. A diferença de agora para o período em que esteve ela aflorada em mim antes dos meses em que ela hibernou, é que a natureza (meu sempre preferido "objeto" de contemplação estética) têm se mostrado, consoante com a materialidade que têm as variadas formas de vida que emanam do ecossistema terrestre, estas formas estéticas transmitem a harmonia da vida em si, pousada em variáveis sistemas do universo . A experiência mimética a que Benjamin se refere em A doutrina das semelhanças, era, segundo o autor, muito mais aflorada nos povos antigos; a capacidade de nos sentirmos ligados ao todo, ou a um pensamento comum, um arquétipo, num momento ou em vários, da existência. Muito se tem feito uso de palavras como "todo", e "uno", de maneira errônea.
Porém nos campos da ciência, novos avanços são feitos a cada dia esclarecendo que em momentos em que a mente humana se conecta com maior perfeição a arquétipos ou forças para além da compreensão de uma visão profana e racionalista, a frequência cardíaca, etc, aumenta veementemente; ou seja, a influência do diferente funcionamento da mente é visível ao corpo,
nestes estados em que curas de doenças são realizadas, a passagem de mensagens de espíritos através de médiuns, etc; nos lembra que o xamanismo traz em suas raízes intencionais, aquela de religar domínios que estavam separados na experiência, para realizar as curas.

A regra surrealista de não repetir-se parece ser de especial ajuda . A percepção quando estamos atentos ao instante é geral, os objetos são vistos, em diferentes planos, ondas sonoras chegam colorindo qualquer momento do dia ou da noite, a música é sagrada, amém, digo na mata.

meu inconsciente já montou os mais selvagens cavalos
e quando aprendia a andar à cavalo, e corria,
sonhava estar dirigindo um fusca, aos cinco anos.

domingo, 19 de junho de 2011

trocas energéticas


sombras
cutucões

salt in bandos

sugar(á) quem de si não dá
em irreal sugar sugar honey honey

terça-feira, 14 de junho de 2011








descubro meu medo,
mas isso se dá
paralelamente à cura

meu amor

és assim:
de um mecanismo assombrosamente eficaz
dentro de mim.

sexta-feira, 13 de maio de 2011



o amor me leva como autômata
à sua morada

se fujo a onda afoga
ó saveiro...
não pode fugir
ao chamado do mar

procura-se a lareira sem entraves
mas da mão inteira dando apenas o dedinho
não se caminha como queres
por esses mágicos lugares

longínqua casa ao recanto do rio
espio
do ponto em que se passa por várias camadas
combustível inocente rodopio

vislumbra-se crânios iluminados
mandíbulas soltas

ao mesmo passo que
lobos mostram caninos
sinuosos passos felinos

coexistem dimensões no transe do ouvido
asas ou tímpanos abrem e fecham

por que perguntar numa hora dessas, susurra o vento
à nativa solitária
quando as aves já estão em casa?
pousa a mão em teu coração...

terça-feira, 10 de maio de 2011

tupã e a erva mate, a saudade




enquanto tomava um chá estas palavras chegaram. Pensei em colar uma imagem, veio Tupã subitamente. uma coincidência ocorria:

dubiedades da saudade:

por mim seria só sua.

"Tupã mostrou ao cacique uma árvore grande, de folhas verdes. Dessa árvore mandou que o índio retirasse, secasse e torrasse as folhas, fazendo com elas uma bebida amarga e quente, mas deliciosa. Seria sua companhia para quando ninguém estivesse junto a ele. Para preencher o vazio da saudade. E assim foi criada a erva-mate." (retirado de http://hernehunter.blogspot.com/2009/11/tupa-e-erva-mate.html).

quarta-feira, 4 de maio de 2011

dois assobios ao ouvido

o outro.

fazer tudo por si só
só mente...


solidão de sobra.
nessa kit
tem net

"Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Pra onde elas vão, ah, eu não sei, não sei
E o vento que toca nas folhas
Contando as histórias que são de ninguém
Mas que são minhas e de você também" (dindi - tom jobim)


espírito que canta (itamar assumpção)

Andando por aí eu encontrei o espírito que anda
Que vinha caminhando juntamente com
O espírito de porco que disse não estar eu sacando
O espírito da coisa e nunca mais eu encontrei a
Minha paz de espírito

Voando num boeing encontrei outro espírito que voa
Voando a mil por hora, juntamente com o pai
E a mãe, o filho e o espírito santo, que
Disse não estar eu voando de espírito
Tranqüilo e nunca mais eu encontrei
O meu estado de espírito

Cantando por aí que encontrei
Os espíritos que tocam
Que vinham caminhando juntamente com
Os espíritos que cantam
Disseram não estar eu cantando
Como cantam os cantores
E foi assim que encontrei
O meu espírito crítico

segunda-feira, 25 de abril de 2011


oxigenação das barreiras dos medos para pular logo adiante. Estou perdida com antenas que aumentam a distância percorrível da cabeça ao chão. Crescendo para cima viro pêndulo ao contrário. São vários círculos de energia desde o chão até aqui. No bar me perdi no labirinto do álcool. Em casa descobri típico domingo com meu atípico despertar chorando. Minha alma não se recuperou ainda das últimas alegrias. Paradoxos. Fugazes ficaram comigo até agora.
Necessito sair deste domínio
de estar aqui no taciturno noturno
quando é dia!
Awake!

sábado, 23 de abril de 2011

sem voz, sem nós

se fosse para encontrar o amor numa mesa de paz
me levantaria aliviada
mas o furacão tem me feito contumaz
morada

confusa com oq a mim se destinou
fico de mãos ainda tristes
no chão da memória que não encontrou o valente
combatente
pensamento reto
dado de mão beijada ao eles, vós...
ficou sem voz, sem nós.

quinta-feira, 17 de março de 2011

tranquila

huuuuumummmm
respiroguiço moleza
tran(cosebarrancos)quila

a vida qui-la
sempre

qui-los
sempre

enfadonho fardo ao brinquedo
sairá no espaço-beijo
a sujeira
do olho cego
de matéria
passageira.

segunda-feira, 14 de março de 2011

2 pensamentos navegados










pensa 11:47 h
numero(a)lógica
Posso ser para cada um,
como esse um que é um para cada um que o vê,
me vê.


mundo profano
apenas um pensamento de zombaria e descrença e acaba a comunicação de índole mais pura. no return.faz o evento sagrado voltar a ser incomunicável. oscilações da razão repetidora também afastam-se desse tipo de percepção.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

situ-ação

sigamos o que resta do natural, a cidade se ergue rompendo abruptamente nossos laços essenciais.
cordões com a Terra alcancem todos os seres
egrégoras e lutas se dêem pela salvação do planeta

respeito perdido, tempo descrente
queima hoje livremente
como carvão o sorriso que floresce,
e mente, se tem mente
iludindo-se que livre e impunemente

cura do corpo amarrado
não há nada gratuito na conversão das relações em dinheiro
este sim é um proceder desordeiro
fexe o corpo, levante-se
à troca que te esfrega na lama
deixe o corpo
protegido e quente como a chama


medos para trás, urge que sintamos o instante
trás e frente são naturalmente insustentáveis

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

artaud e o polvo in my mind

não vou expressar uma certeza à toa
para te fazer sentir bem

você é toda vida que se doma em ego
mas
eu não existo como sujeito

é de um lugar que estou falando.

rememoro uma aparição de Artaud
sobre um corpo 3D
e um rosto plano de papel preto e branco
onde tinha o pescoço torcido
como na capa de um livro
arranca úlceras

um discurso muito engraçado Artaud falou
e quando questionei,

respondeu com os olhos que
falava de encontro e conforme também
minha mente que se desenhava
naquela hora à pia
como um polvo de ponta-cabeça
querendo receber o giro
dos braços de Shiva

giro na sala do lugar que
permite que me movimente ainda entre paredes
o louco se movimenta onde não está livre do outro
dos pés na terra ou no cimento
porque para eles isso tanto faz.

por isso o louco livre em sua mente
não pode evitar a represália dessa gente
que o deixa agora sim, doente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

numa tarde da semana

as ondas invadem a
clareira de lençol verde na cidade
de cinza está ficando branco
a mudança é tão operante
que não consigo te explicar

mas parece que num ponto
tenho vontade de voltar

helter skelter
sem saber se é boa a vontade
meu amor voa sem casa

não há coisas que são como o fogo à lareira?

períodos de fartura...

tão bem abastecidos que despertou em quem

não sabia ainda usar o amor louco kundaliní.

há pessoas dançando
room full of mirrors
bebida no chão
um sentimento pagão
que não te explico sem um trago
numa festa

tem gente olhando o olho do gato
gente falando de estrelas e zodíaco
gente tocando vendo cor ouvindo som

uns acelerando a perseguição junto com
o medo dos ratos que saem às ruas,
tomando seu veneno.

há falseamentos por toda parte,
não me pergunte
pq o natural é um benefício em si
com sua cara petrificada de ciência fedendo a naftalina.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

mercado da vida

a medida em que plaino perto da terra
mais perto que antes
pé no chão é uma bala dura de mascar

já foi não é bala no peito
hoje quero escapar

um novo peso
quer cair sobre minhas costas
me faço forte não tão rápido
a ponto de poder estar reta e limpa
perguntando o que dá para jogar da carga
pois percebo que

não posso ser mula de carga sem usar uma calculadora
caminhando sobre minhas patas em meio a iguais no centro comercial
com minha calculadora
e meu coração mais tranquilo
vendo o mendigo passar, penso na minha boca babando e minha infelicidade
momentaneamente sanada.

não há nada que se compare a uma boa compra às xs
não há nada

com o pé no chão te ensinam a caminhar como pode

no mercado da vida

e é muito triste mas ouça,
é o que se tem no século XXI
quando se resolve estar no mesmo barco que a maioria
não sei se por humanidade ou covardia

não percebem que não se deve andar em linha reta
e seguem passos nas avenidas artificiais
com personalidades cada vez mais (...).

terça-feira, 29 de junho de 2010

do desespero-agora

sai do quadrado e desenha um círculo
busca o céu como uma samambaia de energias
plaina sobre a terra como pluma
fios de luz
e a respiração das coisas...
relaxar o corpo,
são inúmeros os antídotos...
ao estado de coisas que reprime o movimento sadio de tudo que é.

a ilusao é a de que estamos vivendo mais
mas se vive perseguido pela morte

aceita-se uma vida pobre
porque têm-se medo da morte, à espreita pelo e através do ritmo frenético-destrutivo.

break on through to the other side
venha conhecer essas paisagens lisas como aeroportos
aéreas
do artista alucinado
a andorinha gigante caía sobre o mastro da bandeira
sangrou sumindo como qualquer personagem com significado
a noite no mar
aperta meu coração em todos os pedacinhos
todos choram um pouco de carinho
por me ensinar mais do que gosto
na praia o luar está prata e as estrelas cantam
mas ainda estou aqui
em outro plano mais cinza
montanhas façam "shh" para o demasiado encargo da vida de agora
para que eu sinta de novo com esperança como antes
para que eu sinta havendo porque.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

o progrerda do século XXI


atrás da mesa aquele cara do filme tal e daqueles outros também. onde a esfera principal
era esse indivíduo perseguido pelos holofotes. mas tendo em vista que sua sobrevivência deveria

ser vista e ser vista

esse servisado duma máquina, sendo seu manobrista
sabia que precisava

(ser visado)

pelo serviçal

e por isso não reclamava de todo de sua fama... dentre eles havia um pacto invisível que tem seus instrumentos de ação conselhos, trejeitos, tardes de autógrafos e fotografias, e para todos novas relações humanas!
você ligado com o mundo todo, em redes!

que servisionários do
progrerda,
nos dão microondas
microsentimentos

superfalseamentos
.
.
.
\/

caia aqui nesse buraco.



políticas sociais sexuais pelos animais pela amazônia pelo samba do morro o boi bumbá e o novo também! para manutenção do mesmo ritmo frenético donde a montanha de lixo está posta!
incentivos para que nos tornemos de fato indivíduos mais

ativos limpos magros de bem com a vida

comedores do orgânico
contrário caro da produção em massa

tantos outros falseamentos!

EMPERDEDORES !
felizmente trancados de nós mesmos
longe milhas da felicidade possível
pelo avanço da mente!

adesivos que se colam a opções que não criam!

me anima pensar que seus dias estão contados
manobristas, supervisionários do progrerda !
emprerdedores!
só rezo para que seja antes
que se consuma o fim pregado pelos

vid(antes) oprastores.


saudações,

um sistema sem nome.