terça-feira, 29 de junho de 2010
do desespero-agora
quarta-feira, 9 de junho de 2010
o progrerda do século XXI
quarta-feira, 26 de maio de 2010
na com coisa nenhu
domingo, 23 de maio de 2010
murilo mendes!
segunda-feira, 10 de maio de 2010
funcionamento grupal de mexericas e humanos
quarta-feira, 5 de maio de 2010
a dúvida
quarta-feira, 28 de abril de 2010
alumiamentos
segunda-feira, 19 de abril de 2010
cegamente
sexta-feira, 9 de abril de 2010
borracheira em linhas
quinta-feira, 25 de março de 2010
e o fronteiriço quebrará a descontinuidade!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
intencionalidade
domingo, 31 de janeiro de 2010
do tamanho de um pensamento
sábado, 2 de janeiro de 2010
idéia de alegoria
Pela sua sanidade – este apelo longínquo- eu sugiro que vote no partido “eu sou o seu ninguém”. Vai insanamente o abismo da vida se aumentando, e por mais absurda que pareça a analogia simbólica, este abismo existe materialmente é entre gentes, que vejam bem, elas realmente estão divididas por este abismo de entendimento. O rio, lá embaixo, corre cristalino. Porém não tanto como antes; sua transparência se obtém jogando um retransparecedor nas águas. Havia antes, uma pontezinha de madeira sentada como o paraíso encima da correnteza, sua madeira era fresquinha e algumas pessoas passavam por lá. O rio tinha duas margens, que representavam, para além do absurdo, margens por onde passavam correntezas opostas. As crianças que viviam numa margem do rio, não podiam brincar com as crianças que moravam do outro lado, e tudo era assim simples como essa explicação: não podiam, mesmo. Que chato! Diziam que no dia em que uma criança das que não podia se misturar resolvesse faze-lo, voltaria com piolhos. Mas o curioso, é que ninguém sabia que na criação desta criança, a ausência de piolhos se dava por diversos fatores da vida material, e não por uma predisposição genética para tal. Afinal, o fator problemático de conviverem com pessoas que possuíam piolho, não era a possibilidade de os pegarem para sua cabeça?
Após muito tempo, os donos do rio, que agora já tinha dono, antes não, criaram formas realmente capetísticas, como se adora dizer em alguns templos dedicados ao seu deus, que atentem ser uma idéia de deus dentro de tantas outras existentes ou que já passaram pela face da terra, criaram eles formas de que as crianças entendessem da existência de tudo que há do outro lado: havia filmes sobre o subúrbio, havia filmes sobre o centro da cidade. Porque agora, já estamos na cidade, se situe, amigo meu, minha amiga, e paz e vamos lá. O curioso, voltando nos filmes, é que todos eles eram produzidos (palavra muito usada na nossa época) pelas mesmas pessoas! Mais curiosa a idéia de que os que viviam de um lado do rio, considerado o lado alto, mas já falaremos disso, precisavam de alguma informação sobre o lado vizinho, e se consideraram mesmo muito corajosos, por atravessar o rio e ir até lá. Chegando lá é que começa a desgraça toda. A pobreza do pobre faz o rico pensar sobre o mundo com exotismo.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
meditação no brazil
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Guinga!
Orassamba
Tempestarde
Chuvabismo
Relampeado azulejei com a luz
além-rebentação
confessei: o mar é meu pecado!
Eu errei, quis ser rei,
soberbei...
Orassamba
acreadeço
pela esfoladura em minhas mãos
na palma em concha o anjo ressurrei
aluciassassinado.
A sereia na rocha
Me avisou mas eu soberbei
o fanal com a tocha
me avisou mas eu recomecei
Orassamba, não perdoe
esse mergulhorgulho, pescador
que de uma outra vez
com São Pedro
eu ando sobre as águas!
Esse anzol que jogamos
onde há peixe nenhum
o espinhaço sempre em riste
e esse clarão na crista, ah, ah, ah
O Universo na caçamba
é do pescador e do letrista de samba.
------------------------------------------
Age, Maria
Rasga o teu véu de virgem
Tinge tuas mãos na vertigem do pecado
Maria, ateu ao teu lado
Lanço em teu ventre
A língua que te consagre
Milagre é ser pura em plena incontinência
Sacra é a vida da incoerência
Não quero ser carpinteiro
Pra esculpir cruz que imortalize:
Que não seja eu
Que ao te amar
Te martirize
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
da destra ida
vôo o que associam com a morte
e é de vida, de já vou!
me coloco lótus
noite pezarosa
dias infindos
primaveras inesquecíveis
unicidade
único
única possibilidade é a vida.
escolher a morte ou a vida é o princípio de tudo.
não consigo descansar e é de vida
vai, sobe a colina verdejante
liga a peça, faça como preferir
mas abrace
abrace o vôo
mesmo que atormentador
aumenta a dor
fere mas só porque não se vê
que é de vida,
que quando se vê,
se maltrata a vida sem querer.
assim tão distraída
dis-traída
me desvio da
destra
ida
em busca
de um pensamento mais convexo
que exerça
a destreza
distraída.
distraia sua ida para calar o suicídio
suy cídio convicto
combustível da engrenagem
é o vício.
na vida real onde adestra a destra vida.
o passar da página é o bater de asas
durma e lucidez translúcida
luzíadas
converta-se a geneologia do saber em ciência.
semi-ótica?
querem que todo mundo tome cuidado,
durma um sono velado.
quem não distraídos venceremos é assim.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
chuva na cidade (horário de almoço)
leves mente tocada pela vida
está visivelmente
encharcada
ela está atolada
de uma distância consideravelmente considerável,
na natureza.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
poemabraços
vão buscar as andorinhas...
vão encher um pote de mel...
para onde e para quando
a realização rendida de cravos
redes nossas completando-se
contemplando
sonho o sonho mordido no meio
vou com as nuvens que só se movem diluídas, ralas
dispersas dispistando os choques de energia
e você com a calma de prata
encontra o centro fora de si, fora de mim
e de todos nós
o seu centro de paz, o cosmos
o cosmos dos seus dentes
a janela dos seus olhos
ah, natureza dos seus cabelos!
--------------------------------------------------------------
eu árvore
após a tarde
de nós árvore
sou somente
eu árvore
na bacia de prata ou do araguaia
no rastro do bicho
mamífero fugitivo do fogo
ou na trilha iluminada de uma criança
caçando tatu-bolas
árvore estive observando
num equilíbrio pouco estático
expele seiva e cura a ferida
não sei quantos ventos passaram
foram deveras atormentadores
de paz ou de desespero
agora eu árvore
agora passe pelo meu caminho
que fico bem ali onde algo permanece
no vértice dos raios
onde convergem emoções coloridas
e fico bem, meu bem.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O Surrealismo , Supernaturalismo.

trechos que mais gosto do manifesto do surrealismo, de 1924, escrito por André Breton.
"É uma história muito conhecida que eu conto, é um poema célebre que eu releio: estou apoiado contra um muro, com orelhas verdejantes e lábios calcinados." (Paul Éluard)
(...) ela (a imaginação) é incapaz de assumir por muito tempo este papel secundário, e por volta dos vinte anos, prefere, geralmente, abandonar o homem a seu destino sem luz. Ainda que se procure mais tarde, daqui e dali, recuperar-se, tendo sentido faltar-lhe, pouco a pouco, todas as razões para viver, incapaz que se tornou de se encontrar à altura de uma situação excepcional tal como o amor, não conseguirá absolutamente. (...) A todos os seus gestos faltará amplitude (...) Ele não se dará conta daquilo que lhe acontece e lhe pode acontecer, senão do que liga este acontecimento a uma porção de acontecimentos dos quais não participou, acontecimentos falhos. (...) Ele não verá, sob pretexto algum, sua salvação.
Cara imaginação, o que eu amo, sobretudo em você, é que você não perdoa.
(...)O espírito do homem que sonha se satisfaz plenamente com o que lhe acontece. A angustiante questão da possibilidade não se lhe apresenta mais. Mate, roube mais depressa, ame tanto quanto quiser. E se você morrer, não tem a certeza de despertar dentre os mortos? Deixe-se levar, os acontecimentos não toleram que você os retarde. Você não tem nome. A facilidade de tudo é inestimável. Que motivo, (...) confere ao sonho este andar, faz-me aceitar sem reservas uma multidão de episódios cuja estranheza (...) me fulminaria? E, no entanto, eu pude acreditar no que meus olhos viam, no que meus ouvidos escutavam; chegou este belo dia, este animal falou. Se o despertar do homem é mais duro, se ele rompe o encantamento, é que ele foi levado a fazer uma idéia mesquinha da expiação.
(...) Creio na resolução futura desses dois estados, aparentemente tão contraditórios, tais sejam o sonho e a realidade, em uma espécie de realidade absoluta, de superrealidade. "a imagem é uma criação pura do espírito. Ela não pode nascer de uma comparação mas da aproximação de duas realidades mais ou menos afastadas. Quanto mais distantes e justas forem as relações das duas realidades aproximadas, tanto mais forte será a imagem - mais terá ela de capacidade ou poder emotivo e de realidade poética... etc." (Pierre Reverdy)
**Definição da enciclopédia Filos sobre o Surrealismo: O surrealismo assenta na crença da realidade superior de certas formas de associação, negligenciadas até aqui, no sonho todo-poderoso, no jogo desinteressado do pensamento. Tende a arruinar definitivamente todos os outros mecanismos psíquicos e a substituir-se a eles na solução dos principais problemas da vida.
